Dia da Mulher: os desafios de ser mulher e integrar o MPF

Confira o vídeo

Em celebração ao Dia Internacional da Mulher – 8 de março –, a ANPR promoveu campanhas nas redes sociais e convidou suas diretoras e delegadas para falar sobre os desafios da carreira e a importância de defender o direito à igualdade de gênero.

Em um vídeo compartilhado nas redes sociais, três integrantes do MPF relataram as dificuldades para conciliar carreira e família.

Confira o depoimento de Daisy de Asper Y Valdes (aposentada), Raquel Branquinho (PRR1) e Valquíria Quixadá (PRR1).

Já as diretoras e delegadas da ANPR falaram sobre "o que é ser mulher dentro do MPF". Confira:

"É ser desafiada diariamente, equilibrando a mulher, a mãe e a Procuradora. São papéis que a sociedade nos exige serem exercidos em plenitude, mas que não raro são, um ou outro, mitigados em virtude das distâncias nacionais e das formas ainda ortodoxas de trabalho utilizadas pela Instituição", Zani Cajueiro, diretora Cultural da ANPR.

"Há um reduzido números de mulheres na carreira. É vencer um preconceito a cada dia buscando demonstrar profissionalismo, determinação e coragem", Ludmilla Vieira, delegada da ANPR na Bahia.

"Ser minoria. Não me sinto representada. Até hoje ainda não tivemos uma PGR. É uma carreira de muitos desafios e muito trabalho", Niedja Kaspary, delegada da ANPR em Alagoas.

"O principal desafio é mostrar que a nossa disponibilidade para a carreira não está ameaçada por termos nossas famílias. Pode parecer que somos frágeis, mas estamos lidando com a defesa de direitos da sociedade", Lívia Tinoco, delegada da ANPR em Sergipe.

"É uma data para promover reflexão. No MPF, os homens são maioria na carreira e nas funções de poder. Precisamos construir um olhar crítico e identificar comportamentos que restringem a liberdade da mulher, inclusive no interior da nossa instituição", Isabela de Holanda, delegada da ANPR em Minas Gerais.

"É interessante a constatação de que em um órgão em que todos têm, teoricamente, as mesmas oportunidades, há a preponderância do gênero masculino na carreira e em algumas funções. Deveríamos pensar sobre os motivos pelos quais isto ocorre", Mônica Campos de Ré, delegada da ANPR no Rio de Janeiro.

Pioneira - Atualmente, a instituição conta 338 mulheres em atividade e 42 aposentadas. A primeira procuradora da República a ser nomeada foi Cecília de Mello Cerqueira Leite Zarur. Ela ingressou na carreira em maio de 1970, quando ainda não havia concurso público para o cargo. Natural de Curitiba (PR), ela aposentou-se em 1983, quando oficiava perante o Supremo Tribunal Federal (STF).