Raquel Dodge assume o cargo de Procuradora-Geral da República

A solenidade teve início às 8h, no auditório Juscelino Kubitschek, da Procuradoria-Geral da República (PGR)

Em cerimônia realizada na manhã desta segunda-feira, 18, em Brasília, Raquel Dodge tomou posse no cargo de Procuradora-Geral da República. A solenidade teve início às 8h, no auditório Juscelino Kubitschek, da Procuradoria-Geral da República (PGR). Compuseram a mesa o presidente Michel Temer, a presidente do STF, Cármen Lúcia; o presidente da Câmara, Rodrigo Maia; e o presidente do Senado, Eunício Oliveira.

Entre os presentes à solenidade estavam os ministros do STF Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello, além do presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Ives Gandra da Silva Martins Filho, e o ex-Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel. Participaram também o presidente da ANPR, José Robalinho Cavalcanti, membros da Diretoria e Colégio de Delegados da Associação, bem como dezenas de membros do MPF.

Em seu discurso, Raquel Dodge afirmou que recebe com humildade o precioso legado de serviço à Pátria forjado pelos procuradores que a ela antecederam. “O Ministério Público deve promover justiça, promover a democracia, zelar pelo bem comum, garantir que ninguém esteja acima da lei e que ninguém esteja abaixo da lei”, disse.

Raquel Dodge destacou que a harmonia entre os poderes é um requisito para a estabilidade da nação. “O Ministério Público, como defensor constitucional do interesse público, posta-se ao lado dos cidadãos para cumprir o que lhe incumbe claramente a Constituição e de modo a assegurar que todos são iguais e todos são livres”, afirmou.

A nova Procuradora-Geral da República ressaltou ainda que será necessária a ajuda de todos os membros e servidores do Ministério Público Federal. “No ofício que ora assumo, o trabalho será cotidiano e extenuante. Precisaremos da ajuda de todos os membros e servidores do Ministério Público, pois a grandeza dessa nação tem sido construído de modo árduo”, declarou.

A primeira mulher no comando da PGR citou o Papa Francisco ao tratar sobre corrupção, “É uma tarefa necessária, que exige de nós coragem. O país passa por um momento de depuração”, afirmou. “Os órgãos do sistema de administração de justiça têm no respeito e harmonia entre as instituições a pedra angular que equilibra a relação necessária para se fazer justiça em cada caso concreto”, disse.

A Procuradora-Geral também mencionou a poetisa Cora Coralina, para afirmar que espera contribuir para que haja mais esperança em nossos passos do que tristeza em nossos ombros.

Conhecida por seu perfil técnico e arrojado, Raquel Dodge é a responsável por denunciar ao STJ os envolvidos no maior escândalo de corrupção na história do DF, a Caixa de Pandora. Atuou ainda, em primeira instância, na equipe que processou criminalmente Hildebrando Paschoal, condenado por liderar um esquadrão da morte e por integrar uma quadrilha criminosa no Acre.