Previdência: 800 membros do MP e do Judiciário participam de ato

Associações entregam carta com 18 mil assinaturas para Cármen Lúcia e Raquel Dodge

A Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público (Frentas) reuniu mais de 800 membros em Brasília (DF) nesta quinta-feira, 1°. O objetivo foi alertar para os riscos da Reforma da Previdência e defender a valorização das categorias.

Os atos da mobilização tiveram início às 12h, quando os presidentes das associações foram recebidos pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para a entrega da Carta Aberta pela Valorização do Ministério Público e do Poder Judiciário com mais de 18 mil assinaturas. Em seguida, procuradores e juízes se reuniram no Supremo Tribunal Federal (STF), onde o documento também foi entregue à presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, e o hino nacional foi cantado.

A manifestação prosseguiu na Câmara dos Deputados, com a participação dos parlamentares: Fábio Ramalho, vice-presidente da Câmara dos Deputados, Rogério Rosso, deputado federal, e do senador Paulo Paim.

Agradecendo o apoio da magistratura na CPI da Previdência, Paulo Paim ressaltou que a Comissão confirmou que a Previdência é superavitária. “A CPI comprovou aquilo que falamos há décadas: a Previdência é superavitária e pode ser exemplo para o mundo.”, disse. Para ele, é necessário combater a sonegação, a fraude, a corrupção, bem como acabar com o Refis. Ele criticou a campanha do governo sobre a reforma. “Quem é vagabundo é esse governo e não os servidores públicos do Brasil”, disse.

Já o deputado Rogério Rosso disse que a campanha do governo "coloca brasileiro contra brasileiro" e que fez um apelo para que o presidente Michel Temer não coloque a Previdência em votação agora. “É um tema importante com um texto equivocado. Texto errático no momento errado”, acrescentou.

O coordenador da Frentas e presidente da AJUFE, Roberto Veloso, chamou atenção para a importância da defesa intransigente das magistraturas. “A carta simboliza todo o nosso movimento”, afirmou.

Na mesma linha, o presidente da ANPR, José Robalinho Cavalcanti, destacou o elevado nível de articulação e de mobilização das magistraturas. “Não queremos qualquer tipo de privilégio, o que não aceitamos é qualquer tipo de discriminação”, afirmou ao fazer referência à Reforma da Previdência. Ele fez críticas à campanha do governo, que considera ardilosa e mentirosa, cheia de estereótipos negativos.

Robalinho alertou também que desmoralizar a Justiça é atacar a democracia e isso não é feito por acaso. “Nesse cenário, temos a Lei de Abuso de Autoridade, prerrogativas de advogados e a questão remuneratória”, exemplificou. 

Também participaram da mobilização os presidentes da Conamp, da AMB, da Anamatra, da ANPT, da ANMPM, da AMPDFT, e um representante do CNPG.

Confira a íntegra da Carta:  http://bit.ly/CartaFrentas