Cooperação internacional: ANPR reúne-se com delegação europeia

O direto de Assuntos Legislativos, Vladimir Aras, participou

O diretor de Assuntos Legislativos da ANPR, Vladimir Aras, reuniu-se na quarta-feira (16) com o juiz italiano Leo D?Agostino, com o juiz espanhol José Villodre López e com o juiz brasileiro Leonardo Grecco, representante da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), para tratar de assuntos de cooperação internacional. A reunião foi uma iniciativa da AMB em parceria com os magistrados estrangeiros.

A delegação europeia está no Brasil para visitar autoridades judiciárias e do Ministério Público em busca da ampliação da cooperação da União Europeia com a América Latina, no âmbito do Programa de Assistência contra Crime Transnacional Organizado (El PaCcto) - iniciativa para fortalecer a cooperação com organismos como a Europol e EuroJust e reforçar a relação com as polícias, os sistemas judiciais e penitenciários dos países fora do continente europeu.

Segundo Aras, o foco é alcançar uma atuação articulada entre as associações brasileiras (ANPR e AMB) e as autoridades europeias. “Com a cooperação entre as instituições, buscamos a evolução do modelo brasileiro de cooperação. Pela constante atuação no Congresso Nacional nos mais variados temas, e pela atuação articulada na Frentas, as associações de procuradores, promotores e juízes podem contribuir para a evolução do modelo brasileiro de cooperação internacional”, explicou o diretor da ANPR.

O juiz brasileiro Leonardo Grecco avaliou a iniciativa positivamente. “Quando se trata de cooperação internacional, a atuação conjunta entre  associações nacionais representativas do Ministério Público e da Magistratura (ANPR e AMB) resulta em maior força para o país e redunda em maior clareza de informações apresentadas às autoridades europeias. Vemos como muito pertinente a preocupação dessa delegação em querer saber as reais dificuldades que o Ministério Público e a Magistratura do Brasil enfrentam em termos de cooperação internacional para, no futuro, serem feitas ações conjuntas para melhorar o contato, inclusive direto, entre judicatura e ministérios públicos dos países envolvidos”, disse.