Presidente da ANPR defende equidade entre homens e mulheres no MP

Em vídeo, durante audiência pública no CNMP, Robalinho criticou diferenças de oportunidades

Neste ano, o 35º Encontro Nacional dos Procuradores da República terá como tema O papel do MPF na promoção da igualdade de gênero. Nos últimos anos, a ANPR vem lutando pela equidade de gênero na carreira tendo, inclusive, levado o tema ao 1º Congresso Técnico dos Procuradores da República (CTPR), no ano passado, e firmado a questão como compromisso.
 
Na última quarta-feira (17), o presidente da ANPR, José Robalinho Cavalcanti, participou de audiência pública no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) para debater a representatividade de mulheres em eventos jurídicos do MP como palestrantes, conferencistas, debatedoras e congêneres. Além de Robalinho, estiveram presentes ao evento a Procuradora Federal dos Direitos do Cidadão, Deborah Duprat, a subprocuradora-geral da República Ela Wiecko, a secretária-geral do CNMP, Adriana Zawada, e a diretora Secretária da ANPR, Caroline Maciel.
 
Robalinho ressaltou o engajamento da Associação e criticou o fato de a carreira ter cerca de 70% de homens e somente 30% de mulheres. “Existe uma discussão, em alguns pontos da carreira, que diz que isso é apenas questão de mérito. Não, não é. Isso está muito equivocado. Primeiro, que as nossas grandes mulheres que conseguem entrar na carreira, que conseguem chegar em cargos de representatividade, se você ouvir cada uma delas, vai ouvir depoimentos pessoais que mostram o esforço maior, o esforço de brilho ainda mais intenso que tiveram que ter em comparação com os homens para poder chegar no mesmo lugar. Isso não pode prevalecer. Nós temos que enfrentar essa realidade. Essa luta não é uma luta das mulheres, é uma luta do Ministério Público como um todo”, defendeu o presidente da ANPR.
 
Confira aqui a íntegra da participação de Robalinho na audiência pública no CNMP