Em nota, forças-tarefas pedem a indicação de PGR pela lista tríplice

Greenfield, Lava-Jato e Zelotes entendem que a escolha é importante para os esforços de combate à corrupção

As forças tarefas das operações Greenfield, Zelotes e Lava Jato (núcleos Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo) reforçaram, nesta quarta-feira (7), o pedido para que o presidente da República, Jair Bolsonaro, indique um dos três escolhidos pela lista tríplice da categoria como próximo procurador(a)-geral da República. A manifestação surge uma semana depois que procuradores(as)-chefes de todo o país e entidades de combate à corrupção anunciaram apoio à lista. Confira:

 

Nota pública sobre a escolha do procurador(a)-geral da República

Tendo em vista a iminente indicação do procurador(a)-geral da República para o biênio 2019-2021 e o impacto dessa escolha para os esforços que vêm sendo desenvolvidos no país no enfrentamento da corrupção, as forças-tarefas das operações Greenfield, Lava Jato (núcleos Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo) e Zelotes vêm publicamente renovar o pedido para que o presidente da República escolha um dos três mais votados pela carreira, pelas razões a seguir:


1. A lista tríplice tende a promover a independência na atuação do procurador-geral em relação aos demais Poderes da República, evitando nomeações que restrinjam ou asfixiem investigações e processos que envolvam interesses poderosos, uma vez que o PGR tem, por exemplo, ampla influência sobre o devido e necessário encaminhamento de colaborações premiadas e inquéritos que investigam autoridades com foro privilegiado.
 

2. Por essas razões, a lista tríplice se consagrou como um mandamento nos Ministérios Públicos dos estados e como um costume constitucional no âmbito federal. Só a lista tríplice garante a legitimidade interna essencial para que o procurador-geral possa liderar, com plena capacidade, os procuradores na direção do cumprimento dos fins da Instituição, inclusive em sua atividade anticorrupção.
 

3. Os três nomes que compõem a lista tríplice foram escolhidos, em 18 de junho, pelos membros do MPF em processo democrático e transparente, que contou com a presença de 82,5% da categoria. Mário Bonsaglia, Luiza Frischeisen e Blal Dalloul possuem reputação ilibada e longa folha de serviços prestados ao MPF, à sociedade e ao país. A indicação de qualquer um dos três pelo presidente da República é o melhor caminho para a construção de um MPF fortalecido, configurando, ainda, no entender dos membros das forças tarefas de combate à corrupção do MPF, a garantia de que haverá prosseguimento dos esforços que vêm sendo desenvolvidos no país no enfrentamento da corrupção.

 

Forças-tarefas das Operações Greenfield, Lava Jato e Zelotes

 

Confira a nota na íntegra