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Presidente da ANPR participou de oficina sobre combate à corrupção no 2º Congresso Brasileiro das Carreiras Jurídicas de Estado.
8/7/2010
O presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), Antonio Carlos Bigonha, foi um dos debatedores da oficina “Combate à corrupção como política de Estado", no 2º Congresso Brasileiro das Carreiras Jurídicas de Estado (II CBCJE). A discussão ocorreu nesta quarta-feira (7), em Brasília. O Congresso ocorre até a próxima sexta-feira (9).
Para Bigonha, é necessário que a gestão pública se modernize e se
democratize cada vez mais. “É necessário que a administração esteja
disponível à fiscalização do cidadão, de modo que não fique imune à
soberania popular”, pontuou. De acordo com ele, é preciso deslocar as
questões corporativas para a questão da melhoria da gestão das carreiras
jurídicas.
O presidente da ANPR suscitou o debate acerca do predomínio da técnica
sobre a política. Ele disse que como o parlamento não se compõe de
técnicos, suas intervenções são imperfeitas, falíveis e decaídas.
“Aquilo que vem do povo, da soberania popular, é tido como impróprio,
tortuoso e mundano. Enquanto as intervenções dos técnicos, detentores do
mais alto conhecimento, são perfeitas, pertinentes e infalíveis”,
afirmou.
A atividade foi coordenada pelo procurador do Tesouro da Argentina,
Joaquín Pedro da Rocha, que apresentou um breve resumo sobre a abordagem
do tema no seu país. O encontro contou com a participação de cerca de
40 pessoas.
Participaram também do debate o presidente da Associação dos Magistrados
Brasileiros (AMB), Mozart Valadares Pires, o professor da Fundação
Getúlio Vargas do Rio de Janeiro (FGV/RJ) Thiago Bottino; diretora de
Prevenção da Corrupção da Controladoria-Geral da União (CGU), Vânia
Lucia Ribeiro Vieira, o juiz federal Nino de Oliveira Toldo; o advogado
da Unidão André Luiz Almeida Mendonça; e o representante da Ordem dos
Advogados do Brasil – Seção Alagoas (OAB/AL).
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