Nota em desagravo ao procurador Januário Paludo

Brasília (30/11/2019) - A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) repudia ilações infundadas sobre recebimento de propina pelo procurador Regional da República Januário Paludo pautadas unicamente a partir de suposta mensagem do doleiro Dario Messer, criminoso confesso, a Myra Athayde, igualmente sob investigação.

A força-tarefa da Operação Lava-Jato no Paraná, integrada por Paludo, nem sequer atuou na ação penal que tramitou contra Messer em Curitiba, e não atua na investigação específica sobre ele que tramita no Rio de Janeiro, onde o doleiro é alvo de apuração por outros procuradores.

Em situações anteriores, procuradores envolvidos na Operação Lava-Jato, assim como integrantes da Polícia Federal e do Judiciário, foram citados por criminosos, sem qualquer fundamentação, como alvo de recebimento de propina, com o único intuito de tentar manchar a reputação do trabalho desenvolvido para desarticular organizações criminosas que durante décadas atuaram em desvios bilionários dos cofres públicos.

A própria utilização explícita da palavra “propina” entre criminosos, pouco usual, indica tentativa de direcionar suspeitas para atingir pessoa específica.

Paludo é membro do MPF desde 1992 e tem a atuação, competência e probidade reconhecidas, não apenas nessa investigação, mas em todas das quais participou. Por essa razão, a ANPR expressa apoio ao procurador e a todos integrantes da Operação Lava-Jato e repudia ilações que visem a denegrir a imagem desses, baseadas em suposições e provas sem fidedignidade.

Diretoria da Associação Nacional dos Procuradores da República


Imprimir   Email