Especial Pedro Jorge: conheça o trabalho da Fundação que leva nome do procurador

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Especial Pedro Jorge: conheça o trabalho da Fundação que leva nome do procurador

É em um dos prédios do Ministério Público Federal (MPF), em Brasília, que funciona a Fundação Pedro Jorge, instituída pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), com o intuito de eternizar a história do procurador assassinado, por meio de iniciativas que garantam tudo aquilo que ele buscou assegurar no exercício da função: direitos aos cidadãos. A Fundação é administrada por procuradores da República e atua em projetos e ações de responsabilidade social.

À frente da organização sem fins lucrativos, está a procuradora Melina Montoya, que ocupou a diretoria administrativa e, hoje, é diretora-geral. “Eu me sinto muito honrada de estar neste cargo atualmente, muito gratificada em fazer esse trabalho, porque é um trabalho que visa o bem. A função é atuar em setores da sociedade que passam por dificuldades, em setores de minorias, combatendo a violência doméstica, executando projetos em prol de um meio ambiente equilibrado e saudável”, exemplifica.

Bem verdade é que as ações de responsabilidade social abrangem garantias constitucionais como educação, esporte, lazer, cultura e cidadania; e a Fundação incorpora ainda na sua essencialidade um papel transformador no combate às principais mazelas enfrentadas pela humanidade, a exemplo da fome, pobreza e doenças. Para a diretora-geral, trata-se de uma missão que vai ao encontro da atuação de Pedro Jorge, quando denunciou um esquema de corrupção.

“O nosso patrono é um jovem procurador de Recife, que passou a atuar numa investigação muito importante, em Pernambuco, que ficou conhecida como o “Escândalo da Mandioca”. Mesmo sendo jovem com 35 anos, dedicou-se com muito afinco e esmero a este trabalho, que implicava em responsabilizar agentes públicos, empresários e fazendeiros, que desviaram recursos de financiamento do Banco do Brasil Floresta, documentos falsos, utilizando de subterfúgios, ardis para encobrir a finalidade dos empréstimos”, relembra.

Passados 40 anos da data em que Pedro Jorge foi morto a tiros ao sair de uma padaria, em Olinda (PE), para a procuradora Melina Montoya, o caso representou o início de um novo olhar ao trabalho dos que ocupam o cargo de procurador da República e de mudanças institucionais.

“Essa tragédia implicou positivamente na constituinte de 1988 ao demonstrar a necessidade de que os membros do Ministério Público Federal tivessem independência funcional para atuar de acordo com as suas convicções sem estar ligados a qualquer inclinação de partidos políticos, de agentes públicos, de autoridades, de quem quer que seja. Os membros do MPF devem agir com base nas suas convicções sempre focados na defesa dos direitos indisponíveis dos cidadãos, em prol da melhoria da qualidade de vida”, complementou.

Dedicação, persistência, coragem e destemor são algumas das características de Pedro Jorge que são exaltadas em cada atividade desenvolvida pela Fundação, com o propósito de não deixar no esquecimento o papel que ele teve na sociedade como procurador e cidadão.

“Pedro Jorge vive no coração de todos que almejam o bem, de todos os que têm coragem de seguir em frente apesar das dificuldades, vive na memória dos que conviveram com ele e podem ter a certeza de que o legado que nós deixamos nessa vida tão passageira e muito mais importante do que prazeres pessoais, satisfações materiais. Mais do que poder é a história de bem que nós deixamos na nossa jornada”, conclui.

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