ANPR 49 anos: Ubiratan Cazetta destaca a trajetória da entidade e anuncia o início das festividades do cinquentenário

Foi em plena ditadura militar, no Brasil, que surgiu a ideia de criar uma associação para representar os membros do Ministério Público Federal (MPF). Em setembro de 1973, no auge do regime autoritário, nasce a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), que, agora, completa 49 anos de trajetória focada no fortalecimento da instituição e da carreira.

Este aniversário nos mostra que a ANPR está prestes a completar 50 anos. Por isso, além de celebrar, estamos nos preparando para as festividades do cinquentenário. A atual gestão dará início este ano a uma série de atividades programadas. A começar pelo tema Encontro Nacional de Procuradores da República: “ANPR 50 anos: fortalecer o MPF e o diálogo com a sociedade",

“Deixar para comemorar apenas em 2023 seria diminuir a importância que essa data tem. A ideia é durante todo esse período, que se inicia agora até o ápice dessa comemoração – em setembro de 2023, antecipar não apenas a comemoração, mas provocar um debate interno, alimentar essa sensação de pertencimento. Não é apenas antecipar, é viver esse ano que levará aos 50 anos”, explica o presidente da ANPR, Ubiratan Cazetta.

O presidente também convida todos os associados e associadas a ajudarem a construir o Memorial da ANPR, que contará a história da associação. Todos podem enviar à entidade fotos, documentos, objetos, qualquer item que represente um momento importante da associação.

Ele ressalta que desde a criação a ANPR pauta-se pela defesa dos associados, da democracia e de um diálogo aberto com a sociedade, seja qual for a vertente de pensamento. Nessa linha, mantém-se firme nos objetivos e tem conquistado espaços de fala e de protagonismo em contextos que extrapolam interesses internos.

“A ANPR se torna forte não apenas porque ela defende os seus associados como seu ponto principal de partida, mas porque ela defende a sua atuação diante da sociedade civil como uma associação civil, que tem entre suas metas a defesa dos interesses da sociedade também. A participação da ANPR em outros eventos, em outras discussões, que não sejam necessariamente corporativos, demonstram seu papel, sua importância e o valor que é dado aos associados e aos membros do Ministério Público Federal”, explicou Cazetta.

“É um desafio profissional e pessoal. Mas, o que motiva mesmo é o amor pela ANPR e pelo MPF. Essa vontade de estar e integrar um grupo que defende os interesses da sociedade, dos associados e dialoga com crise e com a polaridade que nós temos na sociedade”, é o que diz o presidente ao ser questionado quanto ao motivo que o levou a desejar estar à frente da entidade, que hoje congrega mais de 1.200 associados e uma pluralidade de gerações, de realidades e de ideias.

Para ele, trata-se de um cenário desafiador. Tanto que ao longo da gestão preza pela reconstrução de um diálogo interno com ativos e inativos. Fora da sede, o esforço é para reconstruir as pontes com a Administração, com outros órgãos e instituições, sempre no intuito de apresentar o posicionamento da entidade e da carreira, sempre respeitando as falas contraditórias.

Diante do questionamento “O que será daqui a 50 anos?”, Ubiratan Cazetta admite que responder não é uma resposta fácil. Mas, ele arrisca a previsão de que o futuro da ANPR depende não de uma diretoria, mas de uma postura comprometida com os objetivos e valores firmados em 1973, bem como a união e o envolvimento de uma categoria.

“Se a ANPR se mantiver fiel como nos seus últimos 50 anos a essa ideia de defender os seus associados, de defender a sociedade, de manter-se aberta ao diálogo, certamente, teremos uma instituição ainda mais forte, ainda mais bonita e com um centenário de boas realizações. Depende, exclusivamente, de cada um de nós no fortalecimento do sentimento de pertencer a essa instituição, de fazer dela cada dia mais representante do que somos na diversidade e daquilo que nos une que é sermos procuradores da República”, desejou Ubiratan Cazetta.

 


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